Vou falar sobre o operador da fala e.

O teu sobrinho faz anos e diz querer uma camisola preta e branca.

Se deres uma camisola de cor totalmente branca, não estarás a cumprir o desejo. Se deres uma camisola de cor totalmente preta, também não.

Agora, imagina que o teu sobrinho quer uma camisola preta.

Se deres uma camisola totalmente branca, não estarás a cumprir o seu desejo. Mas se deres uma camisola com riscas pretas e brancas, não estarás a dar uma camisola preta? (com o acréscimo de ter branco)

Há quem considere que sim, estás a dar uma camisola com a cor preta.

Mas na realidade, não é esse o desejo do teu sobrinho.

Tudo tem a haver com a maneira como a veracidade do operador e é vista.

Visão da escola sobre a veracidade de operador ‘e’

Há quem considere uma frase com o e é verdadeira quando todas as preposições do e (isto é, as pequenas sub-frases entre o e) são verdadeiras, uma após outra. Caso alguma dessas preposições, seja falsa, dá-se a veracidade como falsa.

Isto é, o e continua a verificar a veracidade até uma ser falsa. Caso chegue ao fim (das preposições) considera-se verdadeira.

Da mesma maneira, o ou continua a verificar a veracidade até uma ser verdadeira. Caso chegue ao fim, considera-se falsa.

Esta é a visão de algumas pessoas dentro do ramo da programação e pessoas eruditas.

Mas de facto, como podemos ver no exemplo das camisolas desejadas pelo sobrinho, esta levaria a que o desejo de uma camisola preta, com uma prenda dada de uma camisola preta e branca, fosse verdadeira. Fosse desejo concluído.

Na verdade, não é desejo concluído, e terás um sobrinho não satisfeito com a tua prenda.

Isto pede para uma nova abordagem sobre e e ou; sobre junção de preposição.

Na próxima publicação de blog falarei sobre esta nova abordagem de junção de preposição.